|
O cultivo de organismos geneticamente modificados no Brasil avançou em 2008, de acordo com um relatório do ISAAA - Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia. No último ano, os agricultores brasileiros cultivaram 15,8 milhões de hectares de lavouras transgênicas, um aumento de 5,3% em relação a 2007, quando foram cultivados 15 milhões de hectares.
|
|
Com essa adoção, o Brasil foi responsável por 12% das culturas transgênicas plantadas no mundo. O país se manteve na terceira posição entre os maiores produtores de geneticamente modificados, atrás dos Estados Unidos, que possuem 62,5 milhões de hectares com esses produtos, e da Argentina, com 19,1 milhões de hectares.
A soja foi o principal cultivo brasileiro entre os transgênicos: o grão cobriu 14 milhões de hectares. Em seguida está o milho, com 1,4 milhão de hectares, e o algodão, com 400 mil hectares plantados.
Atualmente, o Brasil permite o plantio comercial de dez variedades geneticamente modificadas. Além da soja, o agricultor brasileiro tem à sua disposição seis variedades de milho e três de algodão. A soja tolerante a herbicida, única variedade transgênica do grão comercialmente liberada no país, alcançou 63,9% das lavouras brasileiras dedicadas à cultura. Já as variedades geneticamente modificadas de algodão e milho atingiram, respectivamente, 19,7% e 10,6% de toda área destinada a esses cultivos em território nacional.
Em nível mundial, a área cultivada com transgênicos cresceu 9,4% no ano passado, o equivalente a 10,7 milhões de hectares. Com o aumento, as lavouras transgênicas alcançaram 125 milhões de hectares. O número de países que utilizaram biotecnologia em suas plantações chegou a 25, com o início do plantio de culturas geneticamente modificadas na Bolívia, no Egito e em Burkina Faso. O valor global de mercado dos produtos transgênicos atingiu US$ 7,5 bilhões em 2008, registrando um aumento de 8,7% em relação a 2007, segundo a consultoria agrícola escocesa Cropnosis.
Fonte: Globo Rural
|